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Comentários sobre o Capítulo 2 das Boas Novas de Yochanan (João)

Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; 2 e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. 3 E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. 4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. 5 Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. 6 Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. 7 Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. 8 Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. 9 Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo 10 e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. 11 Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. 12 depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias.



A narrativa de Yochanan por sua vez, é a seguinte:


Dois dias depois, houve um casamento em Kanah da Galil (lugar de juncos), e estava ali a mãe de Yeshua, e foi também convidado Yeshua com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Yeshua lhe disse: Eles não têm vinho.


Respondeu-lhe Yeshua: Mãe, e o que eu tenho com isso? Ou tu? A minha hora ainda não chegou!


Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.




Estavam ali postos seis talhas de pedra, para as purificações cerimoniais judaicas, e em cada uma cabiam de 75 a 114 litros. Ordenou-lhe Yeshua: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirem agora, e levai ao homem encarregado da festa. E eles o fizeram. Quando o homem encarregado da festa provou a água transformada em vinho, não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou ele o noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então põem o inferior, mas tu guardaste até agora o melhor vinho.


Assim deu Yeshua início aos seus sinais em Kanah da Galil, e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.


Depois disso desceu a K’far-Nachum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos, e ficaram ali alguns dias.


Neste segundo cap. Encontramos em primeiro lugar o casamento e em segundo a reforma do Templo.


A aparente mensagem de um casamento, não passa de um pretexto para mostrar o que realmente Yeshua veio fazer na terra. Kanah, significa (lugar de juncos), mas Caná, nada significa. Juncos, são plantas frágeis que precisam de água para viver. O que tínhamos então em Kanah, eram pessoas frágeis, chamadas para um casamento, mas sem alegria, sem vida. As talhas de pedra, seis, encontravam-se na entrada das três portas de acesso á festa. Como sabemos isso? Os hebreus, tinham na sua tradição, o costume da purificação, do lavar das mãos, e na entrada de cada porta, eram colocadas, uma de cada lado, duas talhas de pedra com água, para que cada convidado que chegasse, pudesse se “purificar”, lavando as mãos, depositando naquela água a sujeira, para então, estar apto a colocar as mãos na comida. É bom lembrar que naquele tempo, não tinham ainda garfo e faca, a comida era retirada dos recipientes colocados na mesa, diretamente com as mãos. No cap. Sete de Marcos, alguns fariseus e escribas chamam a atenção de Yeshua devido ao fato de os seus discípulos estarem a comer sem lavar as mãos, embora nessa situação houvesse sobretudo a tentativa de incriminar. Vemos que essas tradições eram levadas a sério e por ser levado tão a sério, é que eram colocadas duas talhas de pedra, uma de cada lado na entrada de cada porta, para não se correr o risco de alguém entrar sem se lavar. Veja, eram tradições instituídas por rabinos, e nada tinham que ver com as instruções de Deus na sua Torah (ensino).


Casamento hebraico, tem toda uma série de rituais que não se encontram em nenhuma outra cultura; essa de lavar as mãos, era uma delas. Então, à medida que as pessoas iam chegando e lavando as mãos, a água ia ficando mais suja. No momento em que o vinho acabou, todos os convidados já tinham chegado, por conseguinte, a água já estava bem suja quando Yeshua a transformou em vinho!

Mas antes disso, vemos a sua mãe se preocupar com a falta de vinho!


O vinho nos casamentos de hebreus, era indispensável. A alegria da festa dependia dele. O status da família do noivo, era avaliado pela qualidade e quantidade do vinho. Acabar o vinho no meio da festa, era motivo de desonra ou de pobreza, e Miriã (Maria), a mãe de Yeshua, percebendo a situação delicada do momento, dirigiu-se a Yeshua. Não porque ela soubesse que ele iria fazer um milagre, até porque até aquele momento, ele ainda não tinha feito nenhum, mas, certa, ou no mínimo esperando, que ele enviasse os seus discípulos a comprar o vinho.


Yeshua, dizem as narrativas, era cheio de graça e não creio que ele tenha respondido de forma grosseira à sua mãe, como relata João. Quando João escreve: “mulher, que tenho eu contigo”? Isso não é verdade. Yochanan nos mostra exatamente como ele respondeu. Ele lhe disse para ela não se preocupar com isso, não era problema dela, nem dele; eles eram apenas convidados, eles não eram os pais do noivo e portanto, não teriam de se preocupar com isso. Quando ela diz para os serventes fazerem tudo o que ele lhes dissesse, ela esperava que ele, pela sua compaixão e misericórdia, mandasse comprar vinho. Mas, aquela era a hora, não do Filho, mas do Pai. A hora de mostrar que a alegria do seu povo tinha acabado. A meio do casamento, o povo de Deus, a noiva, não tinha apresentado nada, a não ser sujeira, a sujeira que eles haviam deixado nas talhas. As talhas de pedra (Kefa), simbolizavam pessoas. Por esse motivo Yeshua trocara o nome de Simeão antes do casamento, para que o quadro “pintado”, pudesse ser entendido!


Aquelas pedras eram pessoas cheias de sujeira.


Água, ao longo das escrituras, tanto pode representar morte quanto vida, depende das situações. Neste caso, representava morte, assim como em Exodo 15;23, as águas de Mara eram amargas e não puderam beber delas. Então, Deus mandou Moisés lançar nas águas um “madeiro” e as águas se tornaram doces e boas para serem bebidas!


Também vemos em II Reis 2:19, que a cidade era bem situada, mas as águas eram más e a terra era estéril, então Elisha, que significa “Deus é Salvação” (Yeshua), mandou que trouxessem sal e o lançou nas águas e as “sarou”, profetizando que aquelas águas nunca mais causariam morte nem esterilidade!


Temos aqui duas parábolas escritas para o dia do casamento em Kanah.


O povo que Deus tinha separado para si, estava amargo e sujo. Amargo, porque tinham abandonado o “manancial, a fonte das águas vivas” Jr 17:13, que é a Palavra de Deus, e sujos pelos seus pecados, como descreve Isaias no cap 1:15 “...quando estendeis as vossas mãos para mim, escondo de vós os meus olhos, sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço. As vossas mãos estão cheias de sangue, lavai-vos e purificai-vos...”

Essa era a verdadeira sujeira que se encontrava nas talhas; mas porque Deus tinha mostrado ser Gracioso (Yochanan), enviava o “Madeiro” para ser lançado nas “águas” e elas serem transformadas de amargas em doces. Yeshua era o Madeiro! Veja em Lucas 23:31, Yeshua responde as filhas de Yerushalayim: “Pois se ao Madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco? ” Ele mesmo revela que ele é o Madeiro que foi lançado no meio das “águas” (pessoas) Ap 17:15 “...as águas que viste, são pessoas...”


Deus anuncia o Madeiro nas águas amargas com Moisés e o Sal nas águas amargas com Eliseu (Elisha). Não é por acaso que Elisha é o sucessor de Elias e tem porção dobrada do espirito de Elias (Eliyahu), nem é por acaso que Yeshua diz que nós somos o Sal da terra! Nem lá o Madeiro significa um pau, nem aqui a terra significa pó. Lá, em Exodo, o madeiro é Yeshua e aqui, a terra, são pessoas. Se nós, os seguidores de Yeshua, somos o Sal, certamente, somos enviados a temperar; não o pó da terra, mas as pessoas.


Posto isto, vamos então analisar a transformação da água em vinho.


O casamento sem vinho, era uma tristeza. O “casamento” que Deus tinha feito com o seu povo, estava triste, tinha acabado. Porque o que Deus tinha programado, o vinho, não tinha mais!


Em Isaias 5, podemos ler algo surpreendente:

“1 Ora, seja-me permitido cantar para o meu amado uma canção de amor a respeito da sua vinha. O meu amado possuía uma vinha num outeiro fertilíssimo. 2 E, revolvendo-a com enxada e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas. 3 Agora, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. 4 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas? 5 Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, e será devorada; derrubarei a sua parede, e será pisada; 6 e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiro; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. 7 Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem justiça, mas viu derramamento de sangue; retidão, e eis aqui clamor”!


Esse era o povo de quem Deus esperava testemunho, mas tudo tinha sido distorcido por esse mesmo povo. Essa parábola do vinhateiro, está de acordo com a parábola do casamento; o vinho bom, tinha sido trocado por água suja. O que fazer então; o que restava fazer? Como em Isaias, quem ia prover alguma coisa, não era esse povo, porque eles estavam demasiado contaminados com os seus pecados Is 43:24 “Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste; mas me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas transgressões. Quem proveria alguma coisa, seria o próprio Deus, conforme Is 27:2 nos anuncia:


“Naquele dia, haverá uma vinha de vinho tinto, cantai a seu respeito. Eu, o Senhor, a guardo, a cada momento a rego. De noite e de dia a guardo, para que ninguém lhe faça mal”.


Os pecados do povo eram tantos, que não haveria solução alguma se Deus não tivesse sido Gracioso. É que a lei estabelecia a morte para quem pecasse, então, todos estavam mortos; como ressuscitar um morto? Como transformar tristeza em alegria, água suja em vinho bom?


Só através de um milagre, e milagre, sempre depende de unção, unção que vem do Pai, por essa razão Yeshua disse que o seu tempo ainda não tinha chegado. Mas o do Pai sim!


Yeshua, ao mandar encher as talhas até em cima, mostrou que dentro daquelas “pedras”, não havia nada que não tivesse sido contaminado. Aquele era o momento do início do seu ministério; transformar morte em Vida, água suja em vinho bom, tristeza em alegria. O casamento que tinha sofrido uma interrupção devido à falta de “vinho”, seria agora retomado com o retorno da alegria. Quem estivesse atento ao sinal e seguisse a Videira Verdadeira, seria restaurado ao primeiro amor do Pai com o povo que Ele havia projetado.


Através desse sinal, Deus revelava a sua Graça e mostrava no Filho a sua Glória; só ele tinha condição de ressuscitar os que se haviam perdido! Aquela vinha de Isaias, embora plantada com as plantas mais excelentes, não deu vinho bom, mas pela Graça e Misericórdia de Deus, agora, videiras bravas e amargas, passariam a dar um vinho melhor do que aquele que antes fora servido. Aleluia!


Vemos então, e mais uma vez, que, João, não é muito confiável, é com Yochanan que podemos entender!


João 2:13-17


13 Estando próxima a páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. 14 E achou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas ali sentados; 15 e tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como as ovelhas e os bois; e espalhou o dinheiro dos cambistas, e virou-lhes as mesas; 16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. 17 Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará.


Em hipótese alguma Yochanan escreveu: “a páscoa dos judeus”


Essa é claramente uma afirmação maldosa e premeditada, ela não é limpa, não é clara nem provem das Escrituras. Essa afirmação é satânica e maligna, ela é viciada. Também não há em toda a escritura nenhuma páscoa. O que encontramos, é a Pesach, e isso significa; “passagem”. Deus ordenou ao seu povo que celebrasse a Sua “passagem” e isso como festa, não do povo judeu, mas como festa do Senhor! Levítico (Vaiykra: e chamou), Cap. 23:4 São estas as festas fixas do Senhor, santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado: 5 No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a Pesach do Senhor.


Ao afirmarem que a festa é dos judeus, introduzem a ideia que ela não é para a “igreja”, e isso vai dar margem a criação de um monte de festas pagãs como as que vemos hoje espalhadas por aí.


A festa é do Senhor e os hereges a transformaram em festa dos judeus, os pagãos não sabem quais são as festas do Senhor, porque eles gostam muito de símbolos, como pinheiros, ovos, coelhos, presépios; eles adoram adorar coisas, mas eles eliminaram as festas do Senhor. Desconheço a razão! Yochanan era judeu, ele sabia muito bem que aquela festa era do Senhor, por essa razão, eu não acredito que ele tenha escrito essa mentira, “a festa dos judeus”. Está de fato escrito, mas não por ele!


Yeshua também não “achou” no Templo os que vendiam coisas, ele foi ao encontro deles, não os achou, porque eles não estavam escondidos, eles estavam bem expostos, eram os primeiros a serem vistos, porque todos tinham de passar por eles.


As leis do templo eram rígidas e restritas e eram administradas pelos fariseus. Eram eles quem tinham o controle do “comércio”.


Todos os que vinham adorar, sacrificar, apresentar as suas ofertas e dízimos, etc. passavam inevitavelmente pelo controle de “qualidade” dos animais, e precisavam de trocar o dinheiro pela moeda do templo.


Os hebreus dispersos pelas nações, vinham anualmente assistir as grandes festas e Pesach era uma delas. Eles traziam o dinheiro corrente e o trocavam com os cambistas, para poderem com esse dinheiro comprar os animais para os sacrifícios, como está escrito na Torah de Mosheh, Dt 14:22-26 “Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. 23 E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias. 24 Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos, por estar longe de ti o lugar que Senhor teu Deus escolher para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; 25 então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. 26 E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu Deus, e te regozijarás, tu e a tua casa.


 Eram então vendidas pombas, ovelhas, novilhos, e esses animais, só podiam ser comprados com os oficiais do Templo. Todo esse “comércio” era feito dentro dos limites do Templo, transformando-o assim em local de negócios e roubo, como mostra o profeta Malaquias; tudo menos adoração!


Por esse motivo Yeshua os relembra da palavra dos profetas “O zelo da tua casa me consome” Sl 69:9


Vejamos então como Yochanan escreveu:


13-17 “Estando próxima a Pesach, Yeshua subiu a Yerushalayim. Encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas ali sentados, e tendo feito um chicote de cordas, lançou a todos fora do templo, bem como as ovelhas e os bois, e espalhou o dinheiro dos cambistas, virou-lhes as mesas, e disse aos que vendiam as pombas: Tirem daqui estas coisas, não façam da casa de meu Pai casa de negócio.

Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consome”.


João 2:18-25 “Protestaram os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? 19 Respondeu-lhes Jesus: Derrubai este santuário, e em três dias o levantarei. 20. Disseram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? 21 Mas ele falava do santuário do seu corpo. 22 Quando ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito. 23. Ora, estando ele em Jerusalém pela festa da páscoa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. 24 Mas o próprio Jesus não confiava neles, porque os conhecia a todos, 25 e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho do homem, pois bem sabia o que havia no homem.


No v. 18, lemos: “perguntaram-lhe os judeus”. Yochanan também não poderia ter escrito tal frase. Yochanan era judeu, Yeshua era judeu, então, não faz sentido! Não imaginamos um escritor narrar um julgamento em um tribunal brasileiro, com um réu brasileiro escrever que os brasileiros lhe perguntaram; ao réu! Não faz o menor sentido.

O que deveria ter sido escrito nesse caso, seria que; as autoridades lhe perguntaram!


Então, no caso do v. 18, se aplica a mesma regra; perguntaram-lhe as autoridades! Não os judeus, porque quando se escreve dessa forma, implica-se toda a nação e aí vemos mais uma vez a trama do antissemitismo, a preparação ao ódio, colocando sempre os judeus como os maus da trama deles.

Não podemos esquecer que a Judeia era habitada por judeus e benjamitas, ambas as tribos do Sul.


Quando se fala em judeus, sequer se tenta mencionar o judaísmo mas o povo, a nação, e aí está a intensão.


Até aos nossos dias, os rabinos são a autoridade máxima no meio do povo hebreu; eles continuam sendo os privilegiados, bem assim como os seus seguidores. Basta ver que eles não participam das forças armadas de Israel, e no congresso, eles têm uma representação de maioria e poder de decisão sobre o curso da nação. Muito embora o poder deles tenha diminuído, eles ainda mandam, à imagem do que acontecia nos dias de Yeshua.


O sinédrio era constituído por vários grupos, entre os quais, saduceus, fariseus, essênios zelotes e outros, que tinham a sua guarda pessoal, os soldados que controlavam a aplicação das leis rabínicas, (que não estavam em conformidade com a Torah de Deus e em grande parte a contrariavam mesmo)!


Essa lei é conhecida como lei legalista e que eu chamaria de leis civis, vigentes na época, dentro da comunidade da Judeia.


Mesmo estando debaixo do controle romano, a comunidade conseguia manter como que um pequeno estado dentro do império dominante e dominador. Viviam debaixo do jugo de Roma, mas tinham ainda as suas próprias leis. As cobranças feitas em várias situações que comentaremos, nunca se referiam a cidadãos romanos ou gregos, mas a hebreus, erroneamente chamados de judeus.


Se a referência a judeus diz respeito aos habitantes da Judeia, está igualmente errado, porque nem todos os habitantes da Judeia eram judeus.


Então, quem lhe perguntou com que autoridade ele fazia aquilo, foram os guardas das autoridades hebraicas, do Templo e do Sinédrio.


Yeshua, então, responde-lhes com a sua autoridade, não com milagres e sinais, mas com a Palavra, e anuncia as parábolas, como ele sempre faz. “Destruam este Templo e em três dias eu o levantarei de novo”. A resposta do Senhor, está diretamente ligada ao que ele fala com Kefa lá em Mt 16:18 :“e também te digo que tu és Pedra, e sobre esta Pedra, edificarei o meu Templo”.


A mesma imagem é dada por Yeshua nos dois casos, porque os dois são inseparáveis; um não convive sem o outro. O Templo é Yeshua e a Pedra era Yeshua. Um Templo não podia ser construído sem pedras, mas para Deus podia, e ao mesmo tempo, não podia. E foi por isso que Simeão teve o nome trocado, e eu também o quero ter, e espero que você também o queira.


Quando Yeshua diz que eles vão destruir o seu Templo, (corpo), e em três dias ele o levantará, ele está dizendo que algo novo vai ser construído, mas não será da maneira que eles estão esperando, mas com Kefas (pedras) que eles nunca viram, e esse Novo Templo tem como Pedra angular, ou de esquina, a Pedra que os edificadores rejeitaram (Yeshua) Sl 118:22. Zc 6:12,13 “Aqui está o homem cujo nome é Renovo, e ele brotará do seu lugar e edificará o Templo do Senhor. Ele mesmo edificará o Templo do Senhor e levará a glória, e assentar-se-á e dominará no seu trono. Esse Renovo aparece em Isaias 4:2 “Naquele dia, o Renovo do Senhor, será cheio de beleza e glória...”, e confirma no Cap. 11:1,2 “Do tronco de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes, um Renovo frutificará. Repousará sobre ele o Espirito do Senhor...”. Em Zc 3:8,9, ainda fica mais clara a parábola: “Ouve, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságios das coisas vindouras; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo. 9 Eis aqui a pedra que pus diante de Josué (ver Josué 24:26-28) ; sobre esta pedra única estão sete olhos”. Também por essa razão Ageu nos diz no cap. 2:6-9 “Pois assim diz o Senhor dos exércitos; Ainda uma vez, daqui a pouco, abalarei os céus e a terra, o mar e a terra seca. 7 Abalarei todas as nações; e o desejado de todas as nações virá, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos. 8 Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos. 9 A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos exércitos.


Mas tudo isso só foi revelado após a ressurreição de Yeshua, como nos informa o v. 22.


Foi Yeshua quem levou os seus seguidores a crerem nas Escrituras; levou e continua levando. Devido a esses e outros sinais, muitos creram nele, aqueles que conseguiram “ler” as parábolas!


Yochanan escreveu os vs. 18-25 assim: “Protestaram as autoridades judaicas perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, para provares que podes fazer isto? Respondeu-lhes Yeshua: Derrubai este Templo (eu), e em três dias o levantarei. Disseram eles: Em quarenta e seis anos foi edificado este Templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do Templo do seu corpo.


Quando ressurgiu dentre os mortos, seus seguidores se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Yeshua havia dito.


Estando ele em Yerushalayim pela festa da Pesach, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. Mas o próprio Yeshua não confiava neles, porque os conhecia a todos, e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho dos homens, pois bem sabia o que havia no coração dos homens.

 
 
 

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