A lagarta e a Borboleta
- Rui Nascimento
- 31 de jan.
- 4 min de leitura
Um enigma nunca é o que parece ser, na verdade, na vida nada é o que parece ser.
Eu tinha um amigo que era muito alegre e parecia a pessoa mais feliz do mundo, mas precisava de procurar prostitutas na calada da noite. Numa dessas escapadas, regressando de um prostíbulo, despistou-se e morreu. Ele “parecia” ser um jovem alegre, mas…
Eu tenho um amigo que “parece” ser um homem bem sucedido e próspero, daqueles de bem com a vida, mas não consegue passar sem a tal da cocaína, mesmo cheio de tudo o que “parece” dar alegria, sem a cocaína ele não consegue se sentir alguém.
Eu tinha um casal de amigos que deu uma grande festa de 10 anos de aniversário do seu casamento. Eles “pareciam” o casal mais feliz do mundo, mas ele tinha duas amantes e ela era acompanhada por um psicólogo e não conseguia ser ninguém sem os antidepressivos. Na saída da festa foram assaltados e mortos os dois, eles “pareciam” ser o casal perfeito.
Eu tinha um amigo que “parecia” ser alguém com o padrão de vida mais invejável do mundo. Era um empresário de grande sucesso, tinha ao seu dispor tudo o que queria, divertia-se com quem queria e vivia regaladamente, ele realmente “parecia” ser um pequeno deus. Milhares ao redor do mundo queriam “parecer” ele é queriam segui-lo. A cocaína, as mulheres e os antidepressivos acabaram com o que ele “parecia” ser e morreu com pouco mais de 40 anos (overdose).
Eu tinha um amigo que “parecia” ser um homem trabalhador e honesto, jovem e cheio de sonhos. O seu grande desejo era ter um BMW. Conseguiu e “parecia” então muito bem sucedido. Cerca de uma semana depois em um acidente, morreu dentro do seu sonho e tudo o que “parecia”, não era mais.
Eu tinha duas amigas que “pareciam” princesas, em todos os lugares aonde chegavam, “pareciam” as donas do pedaço, eram invejadas pela beleza, alegria e padrão de vida. Nas festas eram o centro das atenções. Uma madrugada, voltando de uma dessas festas onde elas eram desejadas por muitos, o motorista perdeu o controle do carro e as duas passaram a não ser mais desejadas por ninguém. O “parecer” delas não era mais atrativo; morreram!
Recentemente, a filha de um grande empresário turco, “parecia” ser a herdeira de uma grande fortuna. Ela “parecia” muito feliz, muito segura e cheia de sonhos, tantos que até levou oito amigas para sua despedida de solteira. Essas amigas dela, também “pareciam” ser alguém de sucesso e desejáveis No regresso da festa, o avião caiu e todas deixaram de “parecer” alguma coisa para finalmente SEREM as suas verdadeiras expressões; PÓ!
Assim também, a lagarta parece ser uma lagarta, mas na verdade é o sinal mais maravilhoso que o homem jamais poderia imaginar!
É um fenômeno que contraria todas as teorias do evolucionismo.
A lagarta MORRE, solta a cabeça e dela sai uma borboleta. Se a evolução fosse verdade, esse fenômeno precisaria de 19 milhões de anos para se processar!
Mas o enigma ainda não está aí.
Quando eu “parecia” ser alguém de sucesso eu tinha muitos que desejavam me pisar e derreter debaixo dos seus pés, quando eu deixei de “parecer” esse homem de sucesso, eu tinha outros que queriam me matar, me pisar debaixo dos seus pés, se me encontrassem!
Eu era essa lagarta desprezível e até arrepiante que qualquer um deseja pisar e matar. Que qualquer um mata sem pensar duas vezes. A lagarta causa arrepios, e dependendo da lagarta, ela pode mesmo matar, não é algo desejável e querido, é algo a derreter debaixo da sola dos pés. Era eu!

Quando um dia encontrei alguém com misericórdia e conhecedor da metamorfose da lagarta, no lugar de ele me esmagar, ele me pegou com cuidado e me levou para “hibernar”, longe dos olhares de quem me queria matar, me protegendo dos perigos dos “predadores” terrenos. Como com a lagarta, ele arrancou a minha “cabeça”, e me deu uma visão, entendimento e pensamentos novos; ele me lavou e me transformou por tudo o que ele me mostrou neste período de hibernação.
Quando sai do “casulo” eu era uma “borboleta”, eu não era mais terreno, eu podia voar e sentir o aroma suave do perfume no jardim de Deus, eu não mais podia ser morto pelos que me queriam pisar, porque eu não mais rastejava, eu agora voava e era difícil de ser pisado. A minha velha cabeçorra de lagarta assustadora tinha sido arrancada e agora eu tinha uma pequenina cabeça de borboleta que só se interessava pelas coisas do alto.
Mas ainda estou por aqui e sei que existem também caçadores de borboletas!
Como o apóstolo Paulo diz; “mas nós temos a mente do Messias Yeshua, nós os que somos espirituais” (de cima)
Essa coisa que parecia uma lagarta, na verdade é uma borboleta.
Essa coisa desprezível, era eu e talvez ainda seja você, mas Deus quer mudar a sua “aparência" através do seu Filho Yeshua e a sua Palavra contida nas Escrituras, te transformando em “borboleta”.
O mundo te vê como uma lagarta e está pronto para te pisar, mas Deus te vê como uma borboleta e está pronto para te fazer voar. A escolha é sua; ou continua sendo uma lagarta rastejando nesta terra, ou escolhe ser uma borboleta para voar com Deus nas regiões celestiais, aonde te espera uma habitação que não foi feita por mãos humanas, da qual está escrito: “as coisas que o olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem subiram ao coração dos homens, são as que Deus tem preparadas para aqueles que o amam”!
Aqui, tudo “parece ser”, lá, tudo é!
Esse é o mistério da lagarta que o Senhor me revelou nas Escrituras para hoje serem conhecidas por vc, e nunca vi isso escrito em livro nenhum!
Shalom.








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